Durante a pandemia de COVID-19, o mercado de cosméticos mostrou resiliência e adaptabilidade, destacando-se como um dos setores que mais prosperou em meio às incertezas globais. O aumento da criação de novas marcas e o crescimento das vendas online impulsionaram a indústria, atendendo a uma demanda crescente por produtos de autocuidado e beleza.
Segundo um relatório da Euromonitor International, o mercado de cosméticos no Brasil cresceu 5,8% em 2021, impulsionado principalmente pelas vendas digitais, que registraram um aumento de 48% em relação ao ano anterior. “A pandemia trouxe uma nova perspectiva para o consumidor. A busca por bem-estar e autocuidado se intensificou, e a compra online, que já vinha em alta, se consolidou como o principal canal de vendas para muitos produtos, incluindo cosméticos”, afirma João Carlos Basilio, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).
A transição para o e-commerce foi fundamental para manter as vendas em alta durante o período de isolamento social. Empresas como Natura, Boticário e VNZ Indústria de Cosméticos registraram aumento nas vendas por meio de plataformas digitais. A Natura, por exemplo, divulgou que em 2020 suas vendas online cresceram 150% em comparação com o ano anterior. A empresa também investiu em novas tecnologias de venda, como a digitalização de consultoras e ferramentas de realidade aumentada, que permitiram aos consumidores experimentar produtos virtualmente.
Além disso, o mercado viu uma explosão na criação de novas marcas. De acordo com dados da ABIHPEC, entre 2020 e 2021, o Brasil registrou um aumento de 20% na criação de novas marcas de cosméticos. Esse movimento foi impulsionado tanto por empreendedores que aproveitaram o momento para investir em linhas próprias quanto por empresas que apostaram no modelo “white label”, como a VNZ Indústria de Cosméticos, especializada em terceirização de produção para marcas emergentes. “A pandemia acelerou a entrada de novos players no mercado, e o modelo de terceirização foi essencial para que muitos conseguissem lançar suas marcas de forma rápida e eficiente”, comenta um porta-voz da VNZ.
O setor de cosméticos também teve que adaptar suas linhas de produtos para atender às novas demandas dos consumidores, que passaram a buscar produtos mais sustentáveis, veganos e cruelty-free, tendências que ganharam ainda mais força durante a pandemia. Segundo uma pesquisa da Mintel, 68% dos consumidores brasileiros afirmam que preferem marcas que se posicionam de forma ética e sustentável, o que impulsionou o lançamento de novos produtos e reformulação de portfólios.
O futuro do setor parece promissor, com as vendas online de cosméticos devendo continuar a crescer. As empresas que apostarem em inovação, canais digitais e alinhamento com as novas exigências dos consumidores, como produtos naturais e éticos, terão um grande diferencial competitivo.
Em resumo, o setor de cosméticos reagiu positivamente aos desafios da pandemia, impulsionado por um aumento nas vendas online e pela criação de novas marcas. O mercado não apenas se adaptou, mas também prosperou, com um crescimento consistente e a inovação como força motriz para o futuro.